sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Just rain on me

Chuva, chova como nunca choveu
Que suas nuvens, seu céu cinza, banhem o corpo meu
Purifique-me de todos os males deste inverno
Faça reviver aqueles meus sonhos miúdos 
E plante-os.
Regue-os, faça-os crescer
E me traga as flores da primavera
E seus frutos e seus aromas e suas cores...
Venham os pássaros e sua orquestra matinal
Venha o por-do-sol multicolorido
Venham, só venham
Não me abandonem nunca mais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Chega de mau humor repentino

Acho que devo retirar o que foi dito
Escrito, descrito e agora rabiscado por mim.

Quero ser feliz e como quero
E discordo do que eu disse sem pensar
Desacordo desse [meu] mau humor insano
Querendo tanto, mas tanto
Poder sentir o vento das manhãs 
E o sopro quente das noites de verão...
Como quero,
Como espero
E desejo...

E anseio por tempos assim.

sábado, 15 de setembro de 2012

Só pra não ficar tão doce

Felicidade é iludir o coração dizendo que está tudo bem. Chega de excesso de açúcar. Vamos ver as coisas como devem ser vistas e não como quiséssemos que fossem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Subjetivar

Você me carrega no colo com suas palavras mansas e eu me sinto bem. Você brinca com os meus dedos e atrapalha meu cabelo trançado com aquele seu sorriso de canto a canto do rosto, que eu amo tanto. Incrível como alguém pode te dominar assim e você nem ao menos ter uma explicação. Não que eu queira ter uma explicação. Pra que tentar explicar, pra que tentar entender, medir, comprovar, justificar... Pra quê? Pra quê? Se eu sinto ou se eu canto às vezes, meio distraída, uma canção bonitinha que me faz lembrar de você... Pra que tentar conceituar o amor ou a felicidade? Métodos empíricos, amigo.


Foto: Johnny e Winona, lindos.

Por tudo o que há de bom

Coisa boa é abrir a janela e deixar o ar entrar. É como abrir os braços e fazer parte de tudo o que há de bom: do sol, do vôo dos pássaros, do cheiro da primavera chegando... Inexplicável é sentir o vento acariciando a pele, brincando com os cabelos, de leve... Como é bom... Como é bom - e simples, e belo - viver e se sentir vivo, inspirante, existente.

Carpe diem demais? Por muito tempo preferi janelas fechadas. 
Verbo no passado, pra sempre.

domingo, 9 de setembro de 2012

Reconciliação (e quem sabe, mais produção poética)

Hoje senti uma necessidade imensa de criar
Talvez um versinho, um poema sem compromisso
Algo que fizesse eu me sentir bem
Bem comigo mesma
Bem com meu universo interior
Com os meus raios de sol
E até com as minhas tempestades...

Faz tanto tempo que não chove
Que não brota uma mísera florzinha em mim
Não que não tenho tido sorrisos involuntários
E felicidade sem explicação

Eu tenho amado, tenho amado muito
E isso é a primavera do meu ser
Porém, meu eu sozinho tinha partido
Feito as malas, aberto a porta e brigado comigo
Dizendo "eu não te conheço mais"

Pois bem, parece que houve uma reconciliação.

Sou completa?
Talvez eu diga que sim.