segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rápido, ou eu não me lembro mais.

Está feito. Eu sou a pessoa caída no meio da rua e o motorista do carro em alta velocidade. Sou o sinal vermelho, o verde, sou o amarelo pedindo atenção. Sou a senhora sentada no banco da praça, sou o homem viúvo jogando pedaços de pão para os pombos. Sou a criança que solta das mãos da mãe pra chegar no parquinho, sou a menina que faz (ou pelo menos tenta) um castelo de areia. Sou o rapaz olhando as meninas passarem em bando, sou a garota que procura por um rapaz. Sou o casal na loja de departamentos, sou a família de luto enterrando o pai, que teve infarto fulminante. Sou o bebê de seis meses passeando no carrinho, sou o menino fantasiado de marinheiro que derrubou sorvete no chão. Sou a moça que não se distrai, ali, na janela do prédio. Sou a dona de bar que nunca arranjou um marido, sou o homem-estátua surpreendendo os transeuntes. Está feito. Eu sou o tempo e o lugar, todas as pessoas que tem um pouco de mim. Sou as horas que não passam, eu sou... Eu seria. Se ao menos respeitassem as leis de trânsito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Obs. 24:

Olá, falta de inspiração poética. Eu realmente não sei o que acontece. Desculpe, você que gosta dos versos meus.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ao amor, que chega sabe-se lá como

Eu vi o que as estrelas fizeram
Ouvi o que os anjos disseram
E senti o que das flores veio a florescer

Escrevi pra não esquecer o que foi dito
E amor, me acredite, eu acredito
Você foi feito sob medida pra mim (foi sim)

Eu, que sou fraca e não me contenho,
Faço um verso mal rimado e aqui venho
Venho enfim lhe dizer que sou feliz

Felicidade eu achava que eu não tinha
E vez ou outra eu disse ser só minha
Mas, amor, hoje eu sou sua (e de mais ninguém).