sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Trégua

Eu tinha me esquecido de como é bom sentir aquela paz interior que só você sabe de onde vem. E as pazes que fazemos com nós mesmos, as tréguas que damos a nós mesmos... O mundo já é cheio de pessoas prontas e dispostas a nos machucar, por que faríamos isso conosco da forma mais cruel e inconsciente?

sábado, 20 de outubro de 2012

Te peço


Venha,
venha pra eu curar teus medos

Chegue,
chegue pra eu te servir um café

Grite meu nome e

Entre,
só entre...

Não peça licença,
não peça perdão

E então me abrace,
me abrace como nunca o fez

E por favor, não me solte
(não me deixe aqui outra vez)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Just rain on me

Chuva, chova como nunca choveu
Que suas nuvens, seu céu cinza, banhem o corpo meu
Purifique-me de todos os males deste inverno
Faça reviver aqueles meus sonhos miúdos 
E plante-os.
Regue-os, faça-os crescer
E me traga as flores da primavera
E seus frutos e seus aromas e suas cores...
Venham os pássaros e sua orquestra matinal
Venha o por-do-sol multicolorido
Venham, só venham
Não me abandonem nunca mais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Chega de mau humor repentino

Acho que devo retirar o que foi dito
Escrito, descrito e agora rabiscado por mim.

Quero ser feliz e como quero
E discordo do que eu disse sem pensar
Desacordo desse [meu] mau humor insano
Querendo tanto, mas tanto
Poder sentir o vento das manhãs 
E o sopro quente das noites de verão...
Como quero,
Como espero
E desejo...

E anseio por tempos assim.

sábado, 15 de setembro de 2012

Só pra não ficar tão doce

Felicidade é iludir o coração dizendo que está tudo bem. Chega de excesso de açúcar. Vamos ver as coisas como devem ser vistas e não como quiséssemos que fossem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Subjetivar

Você me carrega no colo com suas palavras mansas e eu me sinto bem. Você brinca com os meus dedos e atrapalha meu cabelo trançado com aquele seu sorriso de canto a canto do rosto, que eu amo tanto. Incrível como alguém pode te dominar assim e você nem ao menos ter uma explicação. Não que eu queira ter uma explicação. Pra que tentar explicar, pra que tentar entender, medir, comprovar, justificar... Pra quê? Pra quê? Se eu sinto ou se eu canto às vezes, meio distraída, uma canção bonitinha que me faz lembrar de você... Pra que tentar conceituar o amor ou a felicidade? Métodos empíricos, amigo.


Foto: Johnny e Winona, lindos.

Por tudo o que há de bom

Coisa boa é abrir a janela e deixar o ar entrar. É como abrir os braços e fazer parte de tudo o que há de bom: do sol, do vôo dos pássaros, do cheiro da primavera chegando... Inexplicável é sentir o vento acariciando a pele, brincando com os cabelos, de leve... Como é bom... Como é bom - e simples, e belo - viver e se sentir vivo, inspirante, existente.

Carpe diem demais? Por muito tempo preferi janelas fechadas. 
Verbo no passado, pra sempre.

domingo, 9 de setembro de 2012

Reconciliação (e quem sabe, mais produção poética)

Hoje senti uma necessidade imensa de criar
Talvez um versinho, um poema sem compromisso
Algo que fizesse eu me sentir bem
Bem comigo mesma
Bem com meu universo interior
Com os meus raios de sol
E até com as minhas tempestades...

Faz tanto tempo que não chove
Que não brota uma mísera florzinha em mim
Não que não tenho tido sorrisos involuntários
E felicidade sem explicação

Eu tenho amado, tenho amado muito
E isso é a primavera do meu ser
Porém, meu eu sozinho tinha partido
Feito as malas, aberto a porta e brigado comigo
Dizendo "eu não te conheço mais"

Pois bem, parece que houve uma reconciliação.

Sou completa?
Talvez eu diga que sim.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Decida-se

Se você quer viver é agora OU agora. Não deixe pra amanhã e não pense mais no ontem, foi ontem e não volta mais.

domingo, 18 de março de 2012

Viva.

Eu aprendi a respirar devagarinho
Levantar os braços e andar no meio-fio
Só pra tudo valer a pena.

sábado, 3 de março de 2012

Vênus em Peixes

Perdoe-me pelas lágrimas frequentes
Pelas palavras ausentes
Desculpe o meu ciúme
E o frio das minhas mãos

Amor dá calafrios, arrepios
É febre e oração
Machuca e cura por dentro
É tempestade, é alento
É sorriso e suspirar

Quem dera entender,
Eu, que só sei sentir (e cuidar)

Soul parsifal

(Legião Urbana)
 
Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luar

Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar

Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
 
Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir

Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção pra mim

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Você

Quero você
Eu não sei, só quero
Espero
Pondero
E chego a uma conclusão:
Pulsa mais o meu coração
E minhas mãos ficam mais frias
Minha escuridão, menos sombria
Menos só, a minha solidão

Quero você
Eu já sei
E eu quero
E te espero
E exagero sem exagero algum
Eu amo brincar com seus dedos
Eu amo o toque das suas mãos
Eu amo seu cheiro na minha roupa
Eu amo seus sonhos, seu coração.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rápido, ou eu não me lembro mais.

Está feito. Eu sou a pessoa caída no meio da rua e o motorista do carro em alta velocidade. Sou o sinal vermelho, o verde, sou o amarelo pedindo atenção. Sou a senhora sentada no banco da praça, sou o homem viúvo jogando pedaços de pão para os pombos. Sou a criança que solta das mãos da mãe pra chegar no parquinho, sou a menina que faz (ou pelo menos tenta) um castelo de areia. Sou o rapaz olhando as meninas passarem em bando, sou a garota que procura por um rapaz. Sou o casal na loja de departamentos, sou a família de luto enterrando o pai, que teve infarto fulminante. Sou o bebê de seis meses passeando no carrinho, sou o menino fantasiado de marinheiro que derrubou sorvete no chão. Sou a moça que não se distrai, ali, na janela do prédio. Sou a dona de bar que nunca arranjou um marido, sou o homem-estátua surpreendendo os transeuntes. Está feito. Eu sou o tempo e o lugar, todas as pessoas que tem um pouco de mim. Sou as horas que não passam, eu sou... Eu seria. Se ao menos respeitassem as leis de trânsito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Obs. 24:

Olá, falta de inspiração poética. Eu realmente não sei o que acontece. Desculpe, você que gosta dos versos meus.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ao amor, que chega sabe-se lá como

Eu vi o que as estrelas fizeram
Ouvi o que os anjos disseram
E senti o que das flores veio a florescer

Escrevi pra não esquecer o que foi dito
E amor, me acredite, eu acredito
Você foi feito sob medida pra mim (foi sim)

Eu, que sou fraca e não me contenho,
Faço um verso mal rimado e aqui venho
Venho enfim lhe dizer que sou feliz

Felicidade eu achava que eu não tinha
E vez ou outra eu disse ser só minha
Mas, amor, hoje eu sou sua (e de mais ninguém).