domingo, 13 de novembro de 2011

Eternos são os dilúvios interiores

Enquanto o mundo desaba lá fora, barulhento
prefiro eu desabar aqui dentro
sem pingos de chuva no telhado
ou poças d'água no chão.

Enquanto desabo no meu silêncio
prefere o mundo desabar em uivos de vento
sendo magnífico quando chove
e eu, magnífica, nem quando tento.

Chovem tempestades por enquanto,
chovem tempestades para sempre.

2 comentários:

Lucas B. Bernardi disse...

Chove doce e lentamente,
pingo respinga em meus olhos ardentes, o coração molhado transparece todo o amor que nos preenche. Encantado mais uma vez... Parabéns... =)

Lari disse...

Que delícia de poesia. Eu sou assim mesmo. Prefiro ficar só comigo mesma, na minha companhia, e deixo o mundo Às vezes para lá. Mas você retratou isso com uma leveza linda :)
Beeijos.