quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O destino de um pássaro que nunca voou

Nasceu há muito o pássaro
que por Décima foi destinado voador
porém numa gaiola ele foi preso
antes que da vida sentisse algum sabor

Piando melancólico viveu ele por viver
observando angustiado os outros pássaros no céu
"essas grades são espinhos, não paro de doer"
piava o pobre pássaro lançando ao mundo seu cartel:

"Eu sou pra ser livre, voar e ser feliz
me deram asas, penas e canto
se eu não fizer o que o destino me diz
eu, que sou um pássaro, perco meu encanto"

Piou e piou alto mais de uma vez
"eu sou pra ser livre, voar e ser feliz"
bateu as asas, machucou suas pontas
morreu ele sem nunca ter sido o que quis.

domingo, 13 de novembro de 2011

Eternos são os dilúvios interiores

Enquanto o mundo desaba lá fora, barulhento
prefiro eu desabar aqui dentro
sem pingos de chuva no telhado
ou poças d'água no chão.

Enquanto desabo no meu silêncio
prefere o mundo desabar em uivos de vento
sendo magnífico quando chove
e eu, magnífica, nem quando tento.

Chovem tempestades por enquanto,
chovem tempestades para sempre.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Obs. 23:

Preciso mesmo é de um tapa na cara, bem dado e bem doído, porque eu sou um poço de procrastinação.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Primavera-verão

Procuro água limpa pra lavar minh'alma
Procuro alguém pra tirar meus pés do chão
Alguém que me entenda e me surpreenda
Um cara que faça parar meu coração

Aceito banhos de chuva e pôres-do-sol
Aceito, aceito, aceito que você me ame
Aceito o futebol no sábado com os amigos
Aceito pra sempre que você fique comigo

Eu quero, eu preciso de alguém
Não quero eterna essa solidão
Que se faça, sim? o meu desejo
Que os seus dedos alcancem logo a minha mão.