sábado, 16 de julho de 2011

Somos eu e o eu que sonha

Você me vê assim, tão pálida e eu te vejo sempre, tão distante e perfeito. É costume meu atribuir perfeição àquilo que não me pertence e criar histórias bonitas, febris. Sou sonhadora quando, na verdade, nem me lembro de sonhar ao dormir; quando a noite mal ou bem dormida mais parece um desmaio. Sou dada a devaneios, mas estes descolorem a si próprios ao serem devaneados. Me perdoem a repetição, me perdoem as rimas gastas e a melancolia no meu escrever. É o que a rotina faz e o que o sorriso alheio me causa: sonhos de um sorriso meu.

Um comentário:

Sem cais disse...

Invejo sua aparente facilidade em chorar palavras.