quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cafeína e analgésico

É como se dormir não fosse mais necessário
porque sonhar já não é mais preciso;
acordada, sóbria e pessimista
com decepções e vitórias inglórias
muito papel com ideias perdidas.

Para os sonhos que não são sonhos mais
os pesadelos deixam de existir
e mal separo o concreto
da alucinação,
pois o irreal se perverteu
e no meio disso tudo
quero esquecer quem fui eu
mas não dá, não dá.

Pra quê chorar então?
Eu consigo ser forte
quando a ordem do dia é fraqueza
e ainda consigo demonstrar paz de espírito
quando vira um manicômio aqui dentro.

Eu não preciso de calmante,
de psicólogo, nem de tarja preta
só de cafeína e analgésico pra cabeça
enquanto olho duas vezes para o espelho do banheiro
que desde sempre tenta me enganar.

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