sábado, 30 de abril de 2011

Obs. 10:

Aprendi a viver sem expor muitos sentimentos, 
mas minha natureza tende ao exagero das emoções.
Eu queria mesmo era uma novela mexicana.

Coisas que eles não percebem

Ela diz "não, obrigada" como quem rejeita um café, porém, 
a conclusão é de que ficaria melhor com uma dose de cafeína. 
 Vai saber... às vezes um pouco de charme é bom.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Obs. 9:

Minutos são eternos
mesmo que pareçam não demorar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Super estimada discrição

Vivo febril e não encontro um remédio
que consiga me baixar a temperatura;
sinto frio com o corpo quente,
pusilânime eu sou.

Tenho medo de altura,
de gritos e de apagões
em meio a multidões, contudo,
me obrigam a assistir a isso tudo
na cadeira da plateia inexperiente,
proferindo "que surpreendente!",
fingindo gostar do que vê.

Cansada, enfim, 
durmo eu assim
delirando até o acordar,
antes de no espelho eu me fixar
cheia do ressentimento universal;
quem sabe quando morrer a hora,
paro eu de ser carente profissional.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

De mim para mim mesma

Que meus olhos me enganam disso eu já sei,
mas felicidade visual é a única que tenho
ou, pelo menos, a única que de mim é espontânea;
não que eu seja falsa ou que force alguma coisa,
é meu ego quem sobrevive das falsas expectativas
e é ele também quem morre com a contradição.

É algo de mim para mim mesma (e só). 
Sou só solidão e mais nada.

domingo, 24 de abril de 2011

Latente


" (...) Concluo que o mundo de nossa triste Humanidade pode assumir, muitas vezes, a aparência de um Inferno. Tudo depende da mente, da razão, da imaginação do homem. De fato, a legião sinistra de terrores sepulcrais não é totalmente fantasiosa. 
Existe mesmo. Mas, como aos Demônios, temos que deixá-la adormecida. 
Ou seremos devorados. Têm que ser deixados dormindo. Ou morreremos. "


- Edgar Allan Poe.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Esperando por mim


(Legião Urbana)

Acho que você não percebeu
que o meu sorriso era sincero
sou tão cínico às vezes
 

O tempo todo estou tentando me defender,
digam o que disserem
o mal do século é a solidão
cada um de nós imerso 
em sua própria arrogância
esperando por um pouco de afeição
 

Hoje não estava nada bem
mas a tempestade me distrai
gosto dos pingos de chuva
dos relâmpagos e dos trovões
 

Hoje à tarde foi um dia bom
saí pra caminhar com meu pai
conversamos sobre coisas da vida
e tivemos um momento de paz
 

É de noite que tudo faz sentido
no silêncio eu não ouço meus gritos
 

E o que disserem
meu pai sempre esteve 

esperando por mim,
e o que disserem
minha mãe sempre esteve 

esperando por mim,
e o que disserem
meus verdadeiros amigos 

sempre esperaram por mim,
e o que disserem
agora meu filho espera por mim,
estamos vivendo,

e o que disserem 
os nossos dias serão para sempre.

Obs. 8:

Na vida há mais janelas do que portas,
caso você pare pra pensar.

Través

Vou guardar meu medo,
teu segredo e nosso quase destino
vou ali inventar outro desatino
sem de muito descuidar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Obs. 7:

Um pouco de amor próprio
e um tanto de gratidão
'feliz aniversário' a mim mesma
seria muita pretensão?

domingo, 17 de abril de 2011

Do tempo

Fica o mínimo,
franzino,
incompleto,
injusto
e discreto
pesar de um ano a mais

Quando é menos
é nostalgia,
foto antiga
que se olha,
mas que se deixa
para trás

Seja vida,
destino,

acaso
ou circunstância

só sei que o tempo passa
se descompassa
e não vira meia volta.

sábado, 16 de abril de 2011

Solidão lifestyle

Ofensivas são as minhas defesas
e inofensivo talvez seja o meu ataque,
se te machuca agora
é porque doeu em mim primeiro
se eu te mando ir embora
enquanto meu rosto cora
é porque não quero que você se vá;
mas se te peço pra que fique
é porque sou eu quem por hora vai
pra longe de tudo,
longe do mundo,
bem distante de mim.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Rotina

Complico as coisas mais simples,
faço tempestade em copo d'água
sempre fui dos rabiscos,
dos chuviscos

da ausência de cores
e de sensações;

acho que é só tédio,
mais tédio,
vezes tédio
Mas até gosto da rotina,
ora mulher, ainda menina
fingindo que não é comigo (pudera!)
eu sou daquela que pondera,

se apodera e joga fora
sem consentimento
porque não vale mais o tempo
e vai dormir serena
de alma pequena
no final da noite
já começo de dia
- mais monotonia
e provavelmente,
consequentemente,
com medo de mudar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tímidas flores

Reticências me causam arrepios. Minhas mãos começam a suar e meus pensamentos vão a mil por hora. Sou mais dos pontos finais ou das vírgulas se preciso for. Que o incerto fique na incerteza, pois inflorescências, muitas vezes, são mais belas que as próprias flores.

domingo, 10 de abril de 2011

Obs. 6:

Pois assim vamos nós,
mais fortes e mais fracos a cada dia.

sábado, 9 de abril de 2011

Sinto muito blues

(Rodrigo Tavares)

Quem sabe eu ainda sou criança
Ou um velho eu não sei
Quem sabe eu já entrei na dança
Quem sabe eu não dancei
Quem sabe eu não saiba nada
Ou saiba tudo que eu não sei
Quem sabe a hora está errada
Ou há horas já errei

Talvez eu deixe você escolher
Quem saiba eu me perca por aqui
Às vezes quero tudo que sonhei
Às vezes o que eu quero é desistir

Pedaços de papel rasgado
Em cima da mesa de um bar
Não fume, não beba, não viva,
Não pense em sonhar

Pedaços de um coração partido
Em frente a uma carta de amor
Não chore, não ligue, não volte,
Não ouse me amar

Milhas e milhas eu fui percorrer
Por milhas eu não soube aonde ir
Às vezes não espero me encontrar
Talvez um dia eu te encontre por aí

Ah! Eu sinto muito blues

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Obs. 5:

Saiba que é gratidão
o que tenho sentido
se fica ou se vai embora
já declaro não ser comigo.

Não é fim, é recomeço

Eu vou do luxo ao lixo,
mas tudo bem

O sangue ainda pulsa,
o rio ainda corre,
o amor ainda nasce
e o vivo ainda morre

É como se eu fosse uma fênix
um nascer e morrer sem fim
na calmaria ou na tempestade
eu vou é cuidar de mim.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ninguém disse que sonho e sanidade devem condizer

Deixa eu guardar teu sono
numa tarde de outono
quando as folhas caírem
e não houver mais ninguém

Deixa eu saber dos teus medos,
te cantar uma música do Frejat
qualquer uma que você conheça
ou um verso pra que você não me esqueça
mesmo que só te lembre o meu desafinar

Eu não canto como os pássaros
também não aprendi a tocar violão
minhas rimas não te convencem
e raramente sei sonhar de um jeito são.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cafeína e analgésico

É como se dormir não fosse mais necessário
porque sonhar já não é mais preciso;
acordada, sóbria e pessimista
com decepções e vitórias inglórias
muito papel com ideias perdidas.

Para os sonhos que não são sonhos mais
os pesadelos deixam de existir
e mal separo o concreto
da alucinação,
pois o irreal se perverteu
e no meio disso tudo
quero esquecer quem fui eu
mas não dá, não dá.

Pra quê chorar então?
Eu consigo ser forte
quando a ordem do dia é fraqueza
e ainda consigo demonstrar paz de espírito
quando vira um manicômio aqui dentro.

Eu não preciso de calmante,
de psicólogo, nem de tarja preta
só de cafeína e analgésico pra cabeça
enquanto olho duas vezes para o espelho do banheiro
que desde sempre tenta me enganar.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Abre parênteses.

Mês de aniversário do blog, vulgo Agridoce,
antigo With Buttons - o difícil de soletrar.
Na verdade, não tão "antigo" assim.
Um ano não é muita coisa... ou é?

Que seja.

Fecha parênteses.

domingo, 3 de abril de 2011

Confidente

Mas,
às vezes,
tudo bem em ser vulnerável

significa que você não está completamente sozinho.

Sem confidente

Mantenha seus segredos
num relicário bem escondido,
pois segredo é segredo
e falta de sigilo é vulnerabilidade;
egoísmo é mero ponto de vista.

Obs. 4:

Minha vida virou um enorme tanto faz,
tão sério que eu nem sei mais
o que realmente importa.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Guardado

Confundem-se roupa e cabelo
e os fios entre os dedos de quem o despenteou
cachos em desencaixo
desarmônicos,
irônicos

e o cheiro da roupa de quem abraçou

Misturam-se os perfumes
em um estranho tipo de evasão
e não se repele, nem se interfere
no cruzar de braços magnificente

Como se os corações batessem juntos
como se dois virassem um
mesmo não sendo
e mesmo entristecendo

um dos dois que não sabe dizer.