sábado, 24 de dezembro de 2011

Nessa de querer

Eu sou dos verdes tons
E quero os vermelhos vibrantes
Rosas cintilantes
Marrons

Quero o dourado
O prata prateado
O cobre da charlatã
(Romã)

Também quero ser flor
Quero ser vela
Talvez uma boa novela
Um drama sem autor

Dizem eu ser um paradigma
Aqui comigo, estou mais para um enigma
Assim como o amor está para a dor.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

*-*

(Escrito por Lucas B. Bernardi, de O Escritor de Sonhos)

Flor poeta!

Você é...

Flor de um jardim invagável ao meu conhecimento, 
a flor que toda mulher deve carregar junto a cabeça. 
Flor que enfeita, encanta,
brota sentimento e cheira beleza.

Flor miúda, singela
que nega grandeza. 
Flor de muro,
de mesa, flor que sente,
"uma flor gente" flor decente 
jacente a cabeça, um enfeite!

Flor que é lírio, jasmim...
copo de leite.


(Muito obrigada *-*)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Poet in English again

I see gray rainbows
I walk in a boring way
Everyday it's just the same
I can't stand another day
Another day without you
You don't know how I need you
How I miss you...

Love, I miss you so
Why do you have to go?

domingo, 4 de dezembro de 2011

Tempo de flores

Como se sente a menina com a flor no cabelo?
A menina que passou sem ninguém ver?
É um sei-lá-o-quê que dá aqui dentro
Um desespero, uma paz de repente
Ninguém notou a flor no meu cabelo
E ainda reclamam de gente que esconde o que sente.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O destino de um pássaro que nunca voou

Nasceu há muito o pássaro
que por Décima foi destinado voador
porém numa gaiola ele foi preso
antes que da vida sentisse algum sabor

Piando melancólico viveu ele por viver
observando angustiado os outros pássaros no céu
"essas grades são espinhos, não paro de doer"
piava o pobre pássaro lançando ao mundo seu cartel:

"Eu sou pra ser livre, voar e ser feliz
me deram asas, penas e canto
se eu não fizer o que o destino me diz
eu, que sou um pássaro, perco meu encanto"

Piou e piou alto mais de uma vez
"eu sou pra ser livre, voar e ser feliz"
bateu as asas, machucou suas pontas
morreu ele sem nunca ter sido o que quis.

domingo, 13 de novembro de 2011

Eternos são os dilúvios interiores

Enquanto o mundo desaba lá fora, barulhento
prefiro eu desabar aqui dentro
sem pingos de chuva no telhado
ou poças d'água no chão.

Enquanto desabo no meu silêncio
prefere o mundo desabar em uivos de vento
sendo magnífico quando chove
e eu, magnífica, nem quando tento.

Chovem tempestades por enquanto,
chovem tempestades para sempre.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Obs. 23:

Preciso mesmo é de um tapa na cara, bem dado e bem doído, porque eu sou um poço de procrastinação.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Primavera-verão

Procuro água limpa pra lavar minh'alma
Procuro alguém pra tirar meus pés do chão
Alguém que me entenda e me surpreenda
Um cara que faça parar meu coração

Aceito banhos de chuva e pôres-do-sol
Aceito, aceito, aceito que você me ame
Aceito o futebol no sábado com os amigos
Aceito pra sempre que você fique comigo

Eu quero, eu preciso de alguém
Não quero eterna essa solidão
Que se faça, sim? o meu desejo
Que os seus dedos alcancem logo a minha mão.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Obs. 22:

Algo deu errado aqui dentro. Eu sei. Eu sinto. E dói tanto, tanto.

domingo, 23 de outubro de 2011

Sobre ser poeta de palavras vazias

Os poetas querem ser lidos: os velhos, os amantes, os recém-nascidos. Querem o sal da lágrima e o doce do beijo, querem tudo o que não têm. Idealizam o idealizável e acabam morrendo de realidade crua, ou apenas de dor nas juntas. Eles escrevem sobre a beleza da solidão e sobre como é ruim estar sozinho; rimam com o amor incondicional, sem colocar os pingos nos Is. Assinam lembretes e confirmam a autoria, só que se esquecem de lembrar. Mas nunca subestime os sentimentos de um poeta: ele é intenso por dentro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei por quê.

sábado, 15 de outubro de 2011

Sou brega (e filha da Língua Portuguesa)

O amor tem lá suas conjugações
e estou farta de primeiras pessoas;
cansei de ser singular, unilateral
e também do tão querido plural
- só é verdadeiro com pronome reflexivo,
conjugado no presente do indicativo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Considere como um pedido de perdão

Penso, aqui sozinha, 
eu não sou tão ruim assim
talvez sejam as pessoas
e as circunstâncias 
ou as palavras nunca ditas por mim

Vá saber, vá entender
é que ando entediada ultimamente
achei que nunca precisaria de cuidado
e muito menos de muita gente

Me engano e me desfaço
quero tudo o que não tenho
quero voltar em cada abraço mal dado,
torná-lo apertado e existente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Atemporal e intenso

"Havia achado, sempre, que morrer de amor não era outra coisa além de uma licença poética. Naquela tarde, de regresso para casa outra vez, sem o gato e sem ela, comprovei que não apenas era possível, mas que eu mesmo, velho e sem ninguém, estava morrendo de amor. E também percebi que era válida a verdade contrária: não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego. Havia perdido mais de quinze anos tratando de traduzir os cantos de Leopardi, e só naquela tarde os senti a fundo: Ai de mim, se for amor, como atormenta."


Gabriel García Márquez
(Memória de minhas putas tristes)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Destino

Quais são seus caminhos?
Quais são os passos meus?
Coincidam e se conheçam
Nos tropeços ou nas danças 
E sintam juntos o cheiro da chuva
Quando andarem por aí.

domingo, 9 de outubro de 2011

Seja

Inconstância e insolubilidade
sou cansaço interior
desmedido
atrevido
pois eu sofro
de amor

E não me venha
não se vá
não me leve
venha cá
seja breve
seja eterno
seja hoje
seja meu

Tome vida
e se aprimore
me namore
e não se esqueça:
quero flores
e borboletas estomacais.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O utópico dos meus dias

O amor não acontece pra mim
e talvez ele nunca aconteça
quer seja mentira, quer seja verdade
 quem sabe eu já morri de tantos versos mortos 
e de pontos finais sem iniciação de período

Hoje escrevo o que quero 
por ser poeticamente correto
e que se dane, é o que tenho a dizer
pra mim amor é só mais um mito, 
outra utopia bonita pra se viver.

Só se for agora e pra sempre

Não sei lidar, definitivamente
com tudo que envolve sentimento
não tenho alento
não sinto dor, amor

E aviso:
se houver alguém, que venha já
não tarde, não se perca
do contrário me perderá.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Obs. 21:

Sou muito minha, esse é meu problema. Está aí, quem me lê, a minha cruz; está aí, espelho meu, a nossa bênção.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Fever and headache

Tenho algo a lhe dizer, é rápido:
quando eu vir você na rua 
e você olhar pra mim 
vou meio que dizer cantando 
uma canção que nunca ouvi:

I love you, boy
don't you dare to say goodbye again.

sábado, 24 de setembro de 2011

Introversos

É espontâneo, é infinito
tão meu e tão só
esse amor que por acaso sinto
não sei por que,
mal sei por quem

Só sei que amo
amo os pássaros que voam livres
e as flores que enfeitam o chão
amo teu rosto corado
teu sorriso de lado
e o tocar das tuas mãos

É espontâneo, é infinito
tão meu e tão só
é instantâneo
e tão bonito
tão meu (e só meu)

Eis que amo em introversão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Obs. 20:

Parece lixo o que escrevo. Parece lixo o que sinto. Ninguém liga e eu pouco me importo, ninguém nunca soube das minhas promessas falhas mesmo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ventos do sempre

"Tudo acaba, leitor; é um velho truísmo, a que se pode acrescentar que nem tudo o que dura, dura muito tempo. Esta segunda parte não acha crentes fáceis, ao contrário, a idéia de que um castelo de vento dura mais que o mesmo vento de que é feito, dificilmente se despegará da cabeça, e é bom que seja assim, para que se não perca o costume daquelas construções quase eternas."

Machado de Assis (Dom Casmurro)

sábado, 10 de setembro de 2011

Setembro

Fico pensando no que escrever 
e é tão angustiante pensar 
só sei que me iludo fácil
me apego fácil, ridiculamente

Chegou setembro
e a primavera não vem;
não há flores em meu cabelo
não há perfume algum no ar
só o seu, indo embora
me deixando a esperar

Assim, ridiculamente.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Obs. 19:

Amar é uma doença que nos cura o coração.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diálogos interiores

Voltar ao meu normal
não sei se isso é bom ou se é ruim
"rasgue o véu da ilusão, pequena
realidade vale mais a pena
não há porquê viver em vão"

"Não viva em vão"
eu sei, eu sei
mas sempre me corroi outro eu aqui dentro
e chega a hora da autodestruição
que faço? 
finjo para o espelho a desintegração em mim?

"Você se arruma com um espelho que não reflete, narcisa
não reflete o que é obrigação de se ver
veja você se desperdiçando"

Veja a mim me amando, espelho meu
mal sei qual é o normal de mim pra ser sincera.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Do eu

Não digo estar nostálgica, digo ser
sou assim e ponto
se houver algum desencontro
não respondo por mim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Obs. 18:

Escrevo palavras bonitas pra encobrir o lado feio daqui de dentro.

domingo, 21 de agosto de 2011

Nós

Temos todos fitas vermelhas nos dedos
dedos inquietos que buscam outra mão
mão fria que acaricia o primeiro corpo
corpo que aquece o segundo coração

E eis que o amor é um laço com nós bem dados.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nos braços de Morfeu

As damas do baile das seis
usam vestidos longos cor-de-pastel
e dançam por seis horas
e seis horas mais
até o alaranjar seguinte

As damas do baile das seis
vão dormir às cinco.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Obs. 17:

Vamos plantar um jardim de flores mortas e ver quão grande é a nossa estupidez.

domingo, 31 de julho de 2011

De promessas não-cumpridas

Se há o que fazer com os sentimentos
é deixá-los de lado e esquecer
dói sentir, dói amar, dói viver.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Obs. 16:

Como é despedir-se de algo que você mal viu passar pela sua vida?

terça-feira, 19 de julho de 2011

sf 2. Desejo imoderado de atrair admiração

Engraçado, o que os olhos são. Espelhos da alma, há quem diga, pois eu digo que são janelas iguais as que se abrem para um dia de sol; ou precipícios, eternos, dos quais ninguém há de querer sair, tão profunda é a magnificência. 
Há também os que dizem: os olhos, carregados dos olhares de uma alma inquieta, são pura perdição. Sim, perdição. São os olhos que vêem e os olhos que interpretam, muitas vezes os intérpretes fazendo mal o seu trabalho, ou revertendo-o para seus próprios interesses. Vaidade, somente. Vaidade de mulher que os realça para chamar a atenção alheia.

sábado, 16 de julho de 2011

Somos eu e o eu que sonha

Você me vê assim, tão pálida e eu te vejo sempre, tão distante e perfeito. É costume meu atribuir perfeição àquilo que não me pertence e criar histórias bonitas, febris. Sou sonhadora quando, na verdade, nem me lembro de sonhar ao dormir; quando a noite mal ou bem dormida mais parece um desmaio. Sou dada a devaneios, mas estes descolorem a si próprios ao serem devaneados. Me perdoem a repetição, me perdoem as rimas gastas e a melancolia no meu escrever. É o que a rotina faz e o que o sorriso alheio me causa: sonhos de um sorriso meu.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Poet in English

In every single drop 
your face remains 
be mine, rain again

That's what happens
when you rain in my heart
let me see your smile
please, don't stop

I adore you too much
- a kind of irreversible thing
right here what you've done to me
without you I can't be free

That's exactly what happens
when it's sunny in my mind
I hate hot sunny days
when it's cloudy I feel fine.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Obs. 15:

Como se sentiria se alguma coisa pela qual você sempre esperou viesse a acontecer, mesmo que em você haja certa desesperança de que isto aconteça?

domingo, 10 de julho de 2011

Significado prático para a nova geração

Amar é verbo intransitivo
assim como sorrir, 
sonhar, morrer e fugir;
não pede complemento, 
não exige compreensão
é algo nato, insensato
sem cálculo, sem divisão.

Tantra

UM. 
Dê mais às pessoas do que elas esperam, e faça-o com alegria.
DOIS. 
Case com alguém com quem você goste de conversar.
À medida em que vocês forem envelhecendo, seu talento para a conversa se tornará tão importante quanto os demais.
TRÊS. 
 
      *Não acredite em tudo o que ouve; 
      *Não gaste tudo o que tem; 
      *Não durma tanto quanto gostaria.
QUATRO. 
Quando disser "eu te amo", seja sincero.
CINCO. 
Quando disser "sinto muito", olhe nos olhos da pessoa.
SEIS. 
Fique noivo pelo menos durante seis meses antes do casamento.
SETE. 
Acredite em amor à primeira vista.
OITO. 
Nunca ria dos sonhos dos outros.
Quem não tem sonhos tem muito pouco.
NOVE. 
Ame profundamente e com paixão.
Você pode se ferir, mas é o único meio de viver uma vida completa.
DEZ. 
Quando se desentender, lute limpo. 

Por favor, nada de insultos.
ONZE. 
Não julgue ninguém pelos seus parentes.
DOZE. 
Fale devagar mas pense depressa.
TREZE. 
Quando lhe fizerem uma pergunta a que não quer responder, sorria e pergunte: "Por que deseja saber?"
QUATORZE. 
Lembre-se que grandes amores e grandes realizações envolvem grandes riscos.
QUINZE.  

Diga "saúde" quando alguém espirrar.
DEZESSEIS.  

Quando você perder, não perca a lição.
DEZESSETE.  

Recorde-se dos três "R":   
      * Respeito por si mesmo, 
     
* Respeito pelos outros, 
     
* Responsabilidade pelos seus atos.
DEZOITO. 
Não deixe uma pequena disputa afetar uma grande amizade.
DEZENOVE. 
Quando notar que cometeu um engano, tome providências imediatas para corrigí-lo.
VINTE. 
Sorria quando atender o telefone.
Quem chama vai percebê-lo na sua voz.   

VINTE E UM: passe algum tempo sozinho e reflita.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Obs. 14:

Tenho medo das coisas sobre as quais não sei falar, mas tenho mais medo daquilo que não sei sentir. Se ao menos sinto, ora, isso não sei como se descreve.

domingo, 3 de julho de 2011

Do tímido

Palavras soam frias
Versos rimam em vão
Mãos me tocam quentes
Movimentos sem precedentes
Beijam o vento, amam o chão

Dos amantes do concreto
Cultuam poucos o discreto
Sou eu, porém, discrição

Insistem 'eu sou', 'eu fiz'
Sejam o que quiserem
Fiquem com seu amar 
Que eu fico com meu querer ser feliz
 

Sorrio do meu jeito
E respiro pausadamente
Não devo nada a ninguém.

sábado, 25 de junho de 2011

Sweet funny melody

(Thiago Pethit)
 
You said that it's too late
It's not the perfect time
You told me "You are great,
why can't you be just mine?"
Baby…

You can break my heart in one or two
or more than a thousand pieces
You can bring me down
You can take me high and fly and fly
Oh boy, we still have
One last dance to dance
Let's take it as a bet
Let's give us one last chance

Cause you and I
We are meant to be
Whatever the future might
Choose for us to see
Again…

You can break my heart in one or two
or in a zillion pieces
You can bring me down
You can take me high
Oh boy, we still have
One last dance
Let's take it
Let's give us one last chance

I'm not as nice
As you thought I were
I'm only fine
I'm only what you heard
There we go…

Even though
You like me so
You told me no,
just no, no
Once more…

You can break my heart in one or two
or in a zillion pieces
You can bring me down
You can take me high
Oh boy, we still have
One last dance
Let's take it
Let's give us one last chance

I guess this song
Is sung off-key
That's how I see
this sweet funny melody
The end

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Do ser humano

O homem bom nem sempre é belo
O homem belo nem sempre é bom
A doce fruta mascara o veneno
Destroi o espírito, o faz pequeno
Para ao corpo saciar;
Eis que de santo poucos têm
Pecamos todos, amém
Até a morte nos subjugar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Desencontro

Ela hesitou
Ele escreveu
Ela se virou
Ele mal percebeu

Era dia
Meio-dia
Sol a pino
E um cara franzino
Pela rua a andar

Era dia,
Meia-noite

Entre lençois e travesseiro
Usando flores no cabelo
Estava a menina a descansar
Rasgada uma carta
De final "venha me amar"

Começou de olhares assustados
E para amor platônico evoluiu
Se quer saber quem amou primeiro
Quem será que do outro o coração partiu?

sábado, 11 de junho de 2011

Não danço

Deixa eu pisar teus passos
Saltando-os com delicadeza
Dançando como aprendiz de bailarina
Enquanto guias a menina indefesa

Quero seguir teu caminho mais belo
O de flores, de espinhos ou do que for
Mas saiba que sou de queda fácil
Se de par eu não virar o teu amor

Quero amor.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu era um lobisomem juvenil

(Legião Urbana)

Luz e sentido e palavra, palavra
É que o coração não pensa
Ontem faltou água
Anteontem faltou luz
Teve torcida gritando
Quando a luz voltou
Não falo como você fala
Mas vejo bem
O que você me diz

Se o mundo é mesmo
Parecido com o que vejo
Prefiro acreditar
No mundo do meu jeito
E você estava
Esperando voar
Mas como chegar
Até as nuvens
Com os pés no chão

O que sinto muitas vezes
Faz sentido e outras vezes
Não descubro um motivo
Que me explique porque é
Que não consigo ver sentido
No que sinto, que procuro
O que desejo e o que faz parte
Do meu mundo

O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo
Vai, vem embora, volta
Todos têm, todos têm
Suas próprias razões

Qual foi a semente
Que você plantou?
Tudo acontece ao mesmo tempo
Nem eu mesmo sei direito
O que está acontecendo
E daí, de hoje em diante
Todo dia vai ser
O dia mais importante

Se você quiser alguém
Pra ser só seu
É só não se esquecer
Eu estarei aqui

Não digo nada
Espero o vendaval passar
Por enquanto eu não sei
O que você me falou
Me fez rir e pensar
Porque estou tão preocupado
Por estar
Tão preocupado assim

Mesmo se eu cantasse
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções do mundo
Sou bicho do mato

Mas se você quiser alguém
Pra ser só seu
É só não se esquecer
Eu estarei aqui

Ou então não terás jamais
A chave do meu coração

sábado, 4 de junho de 2011

Xadrez

Ponha as tuas roupas no varal
E as deixe secar com teu cheiro de alecrim
Faça do meu medo poesia
Acabe com meu medo de mim.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Meninos bons

Estranha a sensação de estar perto e longe ao mesmo tempo
A sensação de estar na chuva e não se molhar
É ficar longe demais para um toque
Perto o bastante para roubar o ar

Mas de que lhe adiantam olhos desejosos
Se são os bolsos que lhe abrigam as mãos
De que lhe adianta tudo isso
Esse poema ensaiado
Seu sorriso de lado
Essa sua perfeição?

Você sabe que eu sei
É o inverno, o inferno do verão
Ao mundo você nega seu sim
Enquanto vive a vida dos meninos bons.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Obs. 13:

Sujo as mãos de promessas vencidas
e pinto os dias de conflito temporal, repetidamente.
Repeti da mente, outra vez.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Erro em comum

Posso eu ter parte nestes teus sonhos bonitos
devo eu ser culpada por acordar você
perdoe o meu eu do aqui e agora
não é por dentro como aparenta ser por fora
de fato

Eu te peço perdão, não foi minha intenção
e que você seja feliz, sempre feliz
te desejo tudo de bom e não repreendo,
pois desse erro, te juro que entendo
também entristeço por não ser do jeito que eu quis.

sábado, 21 de maio de 2011

Eu digo não

Então desperdiço o meu tempo
vou e devaneio um amor
faço meu o que é do vento
seguro o ar com as minhas mãos
e invento outro, outro e outro;
um para terça, quarta e quinta
outro para o final de semana,
só pra diminuir a monotonia
fazer da noite o meu dia
me trazer inspiração;
eu amo com a mente
abaixo o suicídio do coração.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eu invento demais

Vou vivendo do amor de Platão
indo dormir com um sonho inventado
atribuindo o extremo da perfeição
ao anjo que nunca está ao meu lado.

Fim (fazer o quê se sou assim?).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ao longe os barcos de flores

 (Camilo Pessanha)

Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranqüila,
- Perdida voz que de entre as mais se exila,
- Festões de som dissimulando a hora

Na orgia, ao longe, que em clarões cintila
E os lábios, branca, do carmim desflora...
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila.

E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detém. Só modulada trila
A flauta flébil... Quem há-de remi-la?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?

Só, incessante, um som de flauta chora...