domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre o eu-poético

O eu-poético não é necessariamente poeta
ele escreve o que vem de dentro
com palavras que fazem juz ao sentimento
- e este nem sempre é o amor

Ele é o músico que compõe com notas silábicas
todas as coisas vividas e todas as que são desejadas
em alto grau de atenção e em profundo torpor

O eu-poético é um ser miserável
e ao mesmo tempo cheio de dignidade
pois trata-se de um eu instável
que expressa confuso toda a sua espontaneidade

Ser poeta é ter as palavras a seu favor,
ser eu-poético é jogá-las ao vento e ver para onde vão.

Um comentário:

Anderson Meireles disse...

Sua escrita me agrada muito, passarei a seguir seu blog.
Por coincidência, meu último post é sobre poetizar também!
Abraço!