domingo, 22 de agosto de 2010

Vive-se, morre-se

Vida e morte, uma das mais sedutoras dualidades existentes entre o céu e a terra (e o inferno, por que não?). Fico aqui com a vida, a morte é consequência - ou fim de ciclo, como queiram.

A vida é um galanteio da natureza e sopra nos pulmões de toda criatura. Porém não é o que pretendo aqui com estas linhas, refiro-me a grande e espalhafatosa - e medíocre muitas vezes - peça de teatro que é a vida humana.

Abrem-se as cortinas e uma vida é então plantada no centro do palco. Atenção do público. Silêncio. Começa como em um filme mudo de poucas cenas. O diretor molda o espetáculo a seu gosto. Os dias parecem ser eternos. Cresce-se. O que era eterno agora é rápido demais, ou talvez seja só ilusão do protagonista? Vive-se ou não.

Aqueles que constituem os bastidores aspiram aos papéis principais,
e quem não o faz?
Ambição, sentimento do homem.

Não nos esqueçamos do fim do espetáculo! Neste Shakespeare era mestre. Chega-se ao último suspiro e tudo o que valeu não vale mais nada, jaz aí o fechar das cortinas.

Aplausos.

Um comentário:

Kenia Cris disse...

Bonito bonito!

Me lembrou de uma música que amo.

"After de Curtain", do Beirut.

Beijo, querida!