sábado, 7 de agosto de 2010

O céu acenando

Estive correndo, pensando. Morrendo.
Estive com asas, mas estas sem uso.
Joguei-as fora. Arrependo-me.
O céu acena e eu aqui aos lamentos.
Com a gaiola às trancas o canto escapa à boca,
a vida às penas que já não mais belas são.
O céu acena, o céu zomba de mim.

Um comentário:

Kenia Cris disse...

Belíssimo Aninha. "O canto escapa à boca, a vida às penas..." gosto da imagem disso.

Beijo querida!