segunda-feira, 28 de junho de 2010

Why so serious ?

Engraçado este meu humor. Há dias de nuvens negras em meus pensamentos, dias ausentes de cor: as minhas noites, as minhas trevas. E quando uma sensação de aconchego me invade, uma felicidade súbita dilui o meu, até então, mau-humor:
um sorriso é costurado em meu rosto
a cada
bobagem cotidiana.

domingo, 27 de junho de 2010

Coisa de menina

Com as minhas barbies
eu brincava de faz de conta e de príncipe encantado.
Eis o motivo da felicidade infantil: ilusões.
Príncipes existem, por acaso?
Eram, sem dúvida, bons tempos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Por hoje

Coisas programadas são canceladas pela minha falta de vergonha na cara; fotos e lembranças me deixam nostálgica, até mesmo quando a vida não é minha: isso é o cúmulo. Nem sei ao certo porque estou sentada diante desta coisa que só me tira a vida. Hoje não estou pra ninguém mesmo, nem espero que alguém se interesse por meus problemas, por esta minha melancolia de final de semana ou seja lá o quê. As cores não me disseram muito por hoje.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tão longe

Sob luzes estive me guiando até o pôr-do-sol no cais do meu sonhar, o arrebol prendeu-me e lá permaneci até que este azul-arroxeasse e não mais fosse. De um vermelho e laranja vibrante, fui ao azul profundo de uma noite toda pontilhada de pequenos pontos brilhantes lá longe,
lá longe...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Hey você

Rasgando em meus ouvidos, sua voz nunca me pertenceu.
Tão adorável este seu sorriso mas, por que - a mim - tão breve ?
Seus traços de bom moço sempre me agradaram, eu não minto.
Só não sei aonde paro com isso, cansada estou.
Uma folha de papel sabe mais de mim do que você.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Solidão à francesa

Ela esteve esperando por um momento,
um instante, todo esse tempo
a beira do Sena aos devaneios, vendo barcos d' amor.
Na cidade das luzes, sua luz a brilhar não estava
e se mal observada, mal existia.
Sentada no café, admirando a torre Eiffel,
estava sozinha na terra dos franceses.

Vira, revira e volta

O tempo não para e não finda, é imaterial; pessoas nascem e por fim, morrem; coisas quebram, momentos não voltam (...) e tudo isso é jogado na minha cara.


Eu só queria um vira-tempo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Desordem, de fato

Desordem têm sido o meu nome do meio. Meu cabelo mais ou menos e meus sapatos gastos; esse meu jeito démodé e meus livros pesados; meus poeminhas de boteco que expressam tudo o que eu bem entender. Meu quarto, meu guarda-roupa e minhas bandas de rock. Meus vizinhos barulhentos, minha rua cheia de crianças e meu ânimo de pedra. Meus filmes e musicais, cômicos e trágicos; meus artistas preferidos.

A pessoa que eu queria ser,

sendo eu mesma
.

domingo, 13 de junho de 2010

Ramones !

(...) I don't want to live my life again .

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mórbido

Estive pensando: por que ando assim, tão nostálgica? Sinto falta dos mil anos de segundos atrás. Pareço uma velha amargurada, retirando migalhas de felicidade da caixinha de costura. Não tenho mais do que quinze anos: anos estes que me parecem um século tedioso. Eu tenho pressa, quero tudo o que é intenso e depois, bem depois na calmaria, viver com um sorriso no rosto. Porém não passo de uma pessoa morna que morre todos os dias.

domingo, 6 de junho de 2010

Para além do véu

" Harry se virou para ver o que Neville olhava. Diretamente no alto, emoldurado pela porta da Sala do Cérebro, achava-se Alvo Dumbledore, a varinha no ar, seu rosto pálido e enfurecido. Harry sentiu uma espécie de choque elétrico em cada partícula do seu corpo - estavam salvos.
Dumbledore desceu depressa os degraus passando por Neville e Harry, (...) Um dos Comensais da Morte correu o mais que pôde, trepando como um macaco pelos degraus de pedra do lado oposto. Um feitiço de Dumbledore o trouxe de volta com a maior facilidade, como se o tivesse fisgado com uma linha invisível...
Somente um par continuava a lutar, aparentemente sem notar o recém-chegado. Harry viu Sirius se desviar de um raio vermelho de Belatriz: ria dela.
- Vamos, você sabe fazer melhor do que isso! - berrou ele, sua voz ecoando pela sala cavernosa.
O segundo jato de luz o atingiu bem no peito.
O riso ainda não desaparecera do seu rosto, mas seus olhos se arregalaram de choque.
Harry soltou Neville, embora nem tivesse consciência do que fazia. Estava novamente descendo os degraus aos saltos, puxando a varinha, ao mesmo tempo que Dumbledore também se voltara para o estrado.
(...)
Harry viu a expressão de medo e surpresa no rosto devastado e outrora bonito do seu padrinho quando ele atravessou o arco e desapareceu além do véu, que esvoaçou por um momento como se soprado por um vento forte, depois retomou a posição inicial.
Harry ouviu o grito triunfante de Belatriz Lestrange, mas sabia que não significava nada - Sirius simplesmente atravessara o arco, reapareceria do outro lado a qualquer segundo...
Mas Sirius não reapareceu.
- SIRIUS! - berrou Harry. - SIRIUS!
Ele alcançara o poço, sua respiração ofegante e dolorosa. Sirius devia estar logo além do véu, ele, Harry, o puxaria de volta...
Mas quando chegou ao poço e saltou para o estrado, Lupin o agarrou pelo peito, detendo-o.
- Não há nada que você possa fazer, Harry...
- Apanhá-lo, salvá-lo, ele só atravessou o véu!
- ... é tarde demais, Harry.
- Ainda podemos alcançá-lo... - Harry lutou com força e violência, mas Lupin não o largou.
- Não há nada que você possa fazer, Harry... nada... ele se foi. "

Harry Potter e a Ordem da Fênix, capítulo trinta e cinco, p. 652

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Auto-estima

Estou desencorajada e mal vestida; covarde em meu quarto, mal iluminado. Meu celular não toca e ninguém bate à porta. Que seja. Vou maldizendo todos os sinais de existência lá fora. Mesmo com meu amor próprio instável,
hoje eu quero é solidão.

Hoje

Realmente, as palavras não estão a meu favor. Em bagunça e em desordem, não consigo um verso sequer. Estive me movendo de forma insana hoje, é como se tudo estivesse dando voltas. Tudo está dando voltas. Desculpe, se incomodo com estas míseras palavras fúteis, mas é melhor do que
hipocrisia.