segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cirque (non-Soleil)

O equilibrista - desequilibrado - espatifou-se no chão certo dia; o leão, feroz e entediado, atacou a platéia pra agitar um pouco as coisas que por lá estavam mais paradas que um candelabro; o palhaço, sempre no canto da arquibancada, assustava as criancinhas que por perto brincavam; o pipoqueiro? Nem pôde mais nomear-se com tal profissão, até o milho não estourado já havia desaparecido (foram as pombas do velho mágico); o picadeiro... bom, o 'engole-chamas' em seu número - totalmente desastroso - ateou fogo nele; o coelhinho não saía mais da cartola do mágico - demitiu-se - e este último, por sua vez, nunca mais atreveu-se a tirar lenços de suas mangas. E eu ainda pago para ver o show.

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