domingo, 11 de abril de 2010

Inútil

Aqui jaz um verso meu, aqui jaz um pequeno verso meu,
este verso todo meu, eu fiz para a vida.
Com flores e indesejáveis ervas daninhas estou aqui a enfeitá-lo.
verso de palavras desarranjadas, torcidas, distorcidas
qualquer observação que se possa ler em um rodapé (e não entender).
Um dia, quem sabe, farei tudo certo.
Aliás, não sei porque motivos estou aqui a escrever
talvez a falta do que há a fazer ou o tempo que me sobra,
a falta de inspiração para as coisas cotidianas,
tão rotineiras e tão sedutoras que me prendem em acomodamento
ou talvez (pouco provável) a falta de um amor...
mas isto a vida resolve... deixarei, assim, este assunto por conta dela.
Este verso que não tem nada de meu, eu fiz para o vazio:
para o meu vazio particular.

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